Depressão, tratamento e sintomas

A depressão é caracterizada por humor deprimido, subtração da energia, provocando diminuição das atividades, perda de prazer e interesses, esgotamento, baixa concentração, autoestima e autoconfiança baixa que acarreta em sentimentos de culpa e de inutilidade, dificuldade para tomar decisões, pensamentos suicidas, alteração do sono e no apetite, irritabilidade, impaciência, desesperança, desamparo, tristeza e melancolia.

Qualquer vida é triste. O tempo passa e todo momento feliz é uma perda que podemos recuperar apenas na memória. Nossos desejos não têm fim, e nos sentimos impotentes quando eles não correspondem às limitações do mundo. Nossos corpos inevitavelmente entram em decadência e, por fim, todos nós morremos. Mas a vida também é feliz e, conforme superamos uma frustração amorosa, a morte de alguém ou um fracasso, logo voltamos à luz, prontos para ver que cada conquista expande nosso mundo.

Só que em alguns casos a tristeza não vai embora e se torna muito maior que o fato que a desencadeou. E a depressão começa lentamente a agarrar e corroer a vida, como a ferrugem consome a lataria de um carro abandonado.

Para o depressivo, a vida é estar constantemente à beira de um abismo, tomado pela tontura que rouba o equilíbrio e que paralisa diante de uma queda iminente. Ele se sente para baixo o tempo todo, inútil, culpado, desconcentrado, cansado, sem prazer para fazer as coisas do dia a dia. O sono fica irregular, o peso cai, e ideias de morte ou suicídio não saem da cabeça – segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 15% dos depressivos acabam se matando.

O problema é sério – em 2001 (esse é o dado mais atual), havia 340 milhões de depressivos espalhados por todo o mundo, dos quais apenas 25% tinham acesso a algum tratamento efetivo. E o transtorno não para de crescer. Quando chegarmos a 2030, será a doença mais comum no mundo, segundo a OMS.

Quando se sofre de depressão e não se trata, demora-se muito mais para restabelecer um estado normal, no mais, ela é uma doença recorrente. Se alguém já passou por uma crise de depressão então apresenta uma chance muito grande de manifestar outra.
Quais são as causas da depressão?
A depressão é engatilhada por eventos da vida, como alguma perda – a de uma pessoa querida, de uma função, de uma ideia sobre si e é pior quando se sofre humilhação ou a sensação de estar em uma armadilha.

Mas também mudanças positivas podem surpreendentemente desencadear a depressão – como o casamento ou uma promoção no trabalho. Só que nem sempre passar por uma barra leva a uma depressão. Afinal, ela não tem uma causa única. Na verdade, é uma conjunção de fatores genéticos (se um gêmeo tiver depressão, seu irmão terá 46% de risco), bioquímicos (desequilíbrio de neurotransmissores, como serotonina, norepinefrina e dopamina), ambientais (quando os acontecimentos da vida vão mal) e psicológicos (a história de vida da pessoa). Por isso, o tratamento em geral inclui tanto medicamentos quanto psicoterapia, num processo por vezes frustrante, com tentativas e erros até encontrar o remédio (e o psicólogo) correto. E é importante que segui-lo à risca e não abandoná-lo sem orientação médica quando começar a se sentir bem. O caso do jornalista Andrew Salomon mostra bem o risco de abandonar o tratamento por conta própria.
Solomon era um exemplo de sucesso. Graduou-se na Universidade de Yale e fez mestrado em Cambridge. Viajou o mundo, escrevia para a revista New Yorker e, quando parou de tomar antidepressivos, decidiu se matar. Como a culpa de traumatizar a família impedia o suicídio, optou pela via indireta. “Não conseguia encontrar uma maneira de provocar câncer, esclerose múltipla e outras doenças fatais, mas sabia como pegar aids. Então, decidi fazê-lo”, conta em seu livro O Demônio do Meio-Dia, sobre a depressão com a qual aprendeu a conviver.

Durante 4 meses, afundou-se em encontros sexuais com estranhos que presumia infectados. Quando marcou seu teste de HIV, teve uma crise tão forte que voltou aos medicamentos. Por fim, descobriu não ter sido contaminado. Depois de dois meses, a crise passou. Nunca mais Solomon abandonou seus remédios, e assim conseguiu seguir em frente. “O oposto da depressão não é a felicidade, mas a vitalidade. E minha vida (…) é vital, mesmo quando triste”, escreve.

Evolução e a depressão

Como é possível que um transtorno tão prejudicial possa ter resistido à seleção natural e se tornado uma das doenças mais comuns da humanidade? Evolucionistas apresentam ao menos 3 possibilidades. Uma é a teoria da hierarquia, proposta pelos psiquiatras evolucionistas. Para eles, a depressão garante que animais consigam conviver conformados em sociedade, obedecendo a hierarquias.

Uma hipótese é a de que nosso cérebro evoluiu menos do que a forma como nós vivemos. A sociedade moderna, com suas inúmeras escolhas, decisões e responsabilidades, é simplesmente estressante demais. Afinal, o homem das cavernas não tinha que optar por uma profissão, procurar emprego e trocar de família, de cidade, de grupos sociais. Da vida se podia ter mais certezas e bem menos motivos para se arrepender.

Também é possível fazer a hipótese de que a depressão ajuda a encontrar soluções para problemas. É o que propõem Paul Watson e Paul Andrews, da Universidade do Novo México, EUA. Ao concentrar toda a energia para ruminar suas questões, o depressivo leve pode encontrar alternativas que não passariam por sua cabeça se estivesse feliz. Ao mesmo tempo, consegue das pessoas mais próximas certa benevolência e uma maior disposição para ajudarem-no.

E por que hoje a depressão não para de crescer? É possível especular várias razões – desde as mudanças tecnológicas até a crise das religiões. Mas isso é especular. O que a psicóloga Joan Chiao, da Universidade Northwestern, EUA, fez foi estudar o fenômeno do ponto de vista genético e cultural em 29 países. Sua conclusão aponta para o individualismo.

A prevalência de uma variante do gene transportador de serotonina relacionada à depressão é duas vezes maior nos povos do Leste Asiático – como chineses e japoneses – do que entre ocidentais. Mas, diferentemente do que isso sugeriria, a prevalência da depressão no Ocidente é muito maior do que no Leste Asiático.

A razão, segundo o estudo, é que culturas baseadas na colaboração coletiva como as orientais acabam dando um apoio social a indivíduos geneticamente suscetíveis à depressão. “Isso parece proteger indivíduos vulneráveis de riscos ambientais que serviriam de gatilho para episódios depressivos”, conta. Ou seja, é impossível ser feliz sozinho.

ADOLESCENTES

Pelo menos 5% dos adolescentes sofrem depressão – o que é agravado pela dificuldade em saber o que é comum nessa fase de mudança de personalidade e o que é questão psiquiátrica.
MULHERES

A depressão é duas vezes mais comum entre elas que entre eles, por motivos tanto biológicos quanto sociais e psicológicos. Além de os níveis flutuantes de estrogênio e progesterona terem efeito nítido no humor, a mulher sintetiza serotonina mais lentamente que os homens. Por outro lado, elas têm mais probabilidade de ser vítima de abuso, de ter menor instrução, de viver subordinadas e de se preocupar demasiadamente com os filhos.
HOMENS

Por outro lado, homens têm 4 vezes mais probabilidade de se suicidar. Como as culturas ocidentais consideram “feminino” admitir fraquezas, deprimidos tendem a, em vez disso, ficar frustrados, irritados e às vezes agressivos. É comum buscar a saída no álcool e nas drogas.
HOMOSSEXUAIS

Richard Herrell conduziu em 1999 um estudo com 103 duplas de irmãos gêmeos de meia-idade em que um era homossexual, e outro, heterossexual. Entre os heterossexuais, 3,9% já haviam tentado se matar; entre os homossexuais, a proporção subiu para 14,7%. A explicação mais óbvia para essa alta taxa de depressão entre os gays é a internalização da homofobia.

O tratamento da depressão é na maioria das vezes medicamentosa, muitos pacientes precisam de tratamento para a vida inteira, outros somente manutenção ou preventivo, terapias com psicoterapeutas também ajudam o paciente na resolução de conflitos e dessa forma diminui o estresse.

Existem muitos antidepressivos no mercado, e o mais difícil é encontrar o que trará o melhor resultado. Antidepressivos não provocam euforia, e demoram dias para começarem a agir no organismo. É preciso persistência e não renunciar ao tratamento.
Uma alimentação adequada ajuda a manter aumentada a produção de seratonina, melhorando o humor. Há alimentos que contém maiores quantidades de aminoácido, magnésio, cálcio, vitaminas B6 e acido fólico, que são fundamentais na produção
desse neurotransmissor e oferecem uma maior contribuição para o combate da depressão.

O tratamento tradicional é feito à base de antidepressivos com acompanhamento psicológico. A complementação ao tratamento com atividades esportivas aeróbicas também é recomendável por alguns profissionais de saúde.
Alimentos que podem até curar a depressão

castanhasAs oleaginosas, como castanha-do-pará, amêndoas e nozes ricas em selênio auxiliam na redução do estresse e melhoram a depressão, é necessário de três a cinco unidades diariamente.

Nos ovos encontramos uma grande quantidade de tiamina e niacina, que ajudam a ovosmelhorar o humor, mas para os que já têm colesterol alto o consumo em excesso deve ser evitado.

frutas

As frutas ricas em triptofano, uma matéria prima para a seratonina, são indicadas para consumo diário também, são elas: abacate, limão, banana, mamão, melancia e tangerina. A laranja e a maçã fornecem o ácido fólico que comprovadamente melhora os sintomas da depressão.

Alimentos ricos em vitaminas E combatem a ansiedade e ajudam o funcionamento do intestino como a aveia.

O leite e o iogurte, o brocoli, a couve e a laranja são importantes fontes de cálcio, que ajuda nas contrações musculares, regulariza a pressão arterial e diminui a irritabilidade.

Os peixes são fontes de triptofano, que combate a depressão e é capaz de reduzir a sensação de dor, trazendo uma triptofano2sensação de bem-estar e contribui para um sono de boa qualidade. Os carboidratos que encontramos nos pães e cereais ajudam a absorver o triptofano.

O espinafre, brócolis e hortaliças de folhas verdes escuras são ricas em folato, uma vitamina do complexo B que ajuda no equilíbrio do metabolismo, diminuindo os sintomas depressivos.

Os exercícios físicos surgem como um fortíssimo aliado no tratamento da depressão. Quando o corpo é exercitado, libera endorfina que aumentam os níveis de seratonina. O que acaba por trazer muitos outros benefícios e qualidade de vida.

exercicios1 A saúde do corpo reflete na saúde de uma mente sem depressão.

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